Segunda, 20 de Novembro de 2017



Entrada gratuita. Evento técnico. Proibida a entrada de menores de 16 anos, mesmo acompanhados de seus responsáveis.

OLHO: “Creio que se o motorista pudesse levar seu carro para o Céu, ele incluiria na lista também vias de circulação livre, vagas de estacionamento sem fim, carros movidos a ar e, melhor, desprovidos de um acessório que a grande maioria considera descartável: a buzina”



Há uma imagem injusta, mas sempre lembrada sobre o motorista neste dia 25 de julho, Dia do Motorista. É aquela do desenho animado em que Pateta, um pacato chefe de família, entra em seu carro e ao engatar a primeira marcha transmuta-se em Mr. Hyde, o lado monstro do Dr. Jekyll.

É uma fama que não procede. Se a história do motorista deve ser contada, ainda mais em se tratando de um dia especial como esse, é a de um chefe de família (ou não) que todas as manhãs embarca em seu carro para empreender uma “longa viagem” de 12 ou 13 quilômetros, rumo ao trabalho, enfrentando obstáculos
que Homero jamais imaginaria em sua Odisseia.

Há ruas esburacadas, falta de sinalização, semáforos desligados, pedestres imprudentes (sim, aquela senhora que jamais atravessa na faixa), congestionamentos, filas duplas e, por último mas não menos importante, o coleguinha motorista que prefere dirigir pelo acostamento ou furar o sinal porque julga ser ele o único entre os mortais que precisa chegar ao seu destino – seja ele onde for.

Motoristas, já se viu, não são solidários. Quando algum deles comete alguma aberração na via pública, os outros todos bradam o grito, ainda que para si mesmos: “barbeiro!” No que atentam contra a mais antiga profissão do mundo, até prova em contrário. As mulheres, diga-se, são as principais vítimas. Logo quem. Pois as pesquisas não dizem que são elas as mais cuidadosas? Que arriscam-se menos? Que respeitam as leis de trânsito? Mas se vale o epíteto, noves fora o de “Dona Maria” ou “Piloto de fogão” por que não tratar de chamar a mais abusada de “Cabeleireira”?

Creio que se o motorista pudesse levar seu carro para o Céu, ele incluiria na lista também vias de circulação livre, vagas de estacionamento sem fim, carros movidos a ar e, melhor, desprovidos de um acessório que a grande maioria considera descartável: a buzina. Ok, algumas buzinas são até engraçadinhas quando coaxam, mugem ou cacarejam. Os mais eruditos mandam gravar um trecho de “Assim Falou Zaratustra” de Richard Wagner. Em vão. Buzina, em qualquer circunstância ou lugar, é sempre chata. Não acredita? Pois quem aqui consegue ouvir “Pour Elise” de Beethoven, hit antigo de uma companhia de gás, sem sofrer uma apoplexia, que atire a primeira partitura!

Por fim, nada melhor neste Dia do Motorista do que homenagear aqueles que são os reis da boléia por profissão: caminhoneiros e taxistas. Destes últimos, sempre prontos a escancarar o riso, vêm a piada do espião português que entrou no carro e ouviu do taxista a clássica pergunta: “Para onde, chefia?” “Não interessa”. Feliz Dia do Motorista. (Marcus Vinicius Gomes)











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